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Winston Churchill: 1874-1965
“... Lutaremos nas praias, lutaremos nos lugares onde estivermos, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas, nunca nos renderemos...”.
No pior momento da Grã Bretanha na Segunda Guerra Mundial, Churchill inspirou seu povo a lutar e vencer a Hitler. Mas desde o início da sua carreira como líder em 1900, Churchill começou a sofrer de depressões, chamadas por ele de “meu cachorro preto” (black dog). Além das depressões, Churchill também apresentava alterações no humor, uma condição chamada pelos psiquiatras de ‘ciclotimia’. Nos momentos de euforia, Churchill mostrava grande carisma e determinação, além de elaborar planos extremadamente otimistas e errôneos – como a decisão de comandar o ataque naval na Turquia durante a Segunda Guerra Mundial.
Com o início da Primeira Guerra Mundial, Churchill possuía um espírito exuberante e desejava ação. Ele bolou um plano para lançar um ataque naval nos fortes marítimos nos Dardanelles – uma linha de navios estreita e forte que protegia a Constantinopla, capital dos aliados da Alemanha, o Império Otomano (conhecido hoje em dia como sua doença foi revelada Turquia). No entanto, a operação não foi bem planejada e contou com poucos homens. Mesmo assim, milhares de homens foram mortos e os navios destruídos. Churchill assumiu a culpa pelo desastre e foi forçado a deixar o cargo de Lorde do Almirantado. Com a virada negativa dos eventos seu “cachorro negro” (black dog) apareceu mais uma vez.
Como era descendente do duque de Marlborough (Séc XVIII) e filho do chanceler de Exchequer, Churchill cresceu com um sentimento de grandeza. E o momento de tornar seu sonho realidade chegou ao início da Segunda Guerra Mundial, onde ele foi nomeado para o Almirantado. Mas sua extrema confiança o levou a cometer mais um erro militar. Desta vez, foi o desastroso ataque naval na Noruega que derrubou o governo de Neville Chamberlain e promoveu Churchill a Primeiro-ministro. Desde maio de 1940, as mudanças de humor de Churchill dominaram a guerra. Ele era um homem que inspirava o povo britânico com a sua coragem e seus discursos inesquecíveis, mas deixava os generais furiosos com o seu desejo de dirigir as operações militares e com as suas explosões causadas pelo consumo de álcool.
Mesmo que os antigos colegas do Churchill e o seu neto Winston Churchill Junior não acreditassem que o consumo diário de uísque, champanha e brande era um problema, os médicos acham que a bebida pode ter aumentado a sua depressão. O abatimento moral e físico o atingiu novamente quando ele liderou a Grã-Bretanha rumo à vitória e foi votado para deixar o cargo. Em 1949, Churchill sofreu um enfarto, mas com o apoio dos amigos da imprensa ele conseguiu ganhar as eleições de 1951.
De volta ao trabalho, o talento de Churchill começou a falhar. Obcecado com a volta dos seus gloriosos dias na Segunda Guerra Mundial, ele tentou acabar sozinho com a Guerra Fria e foi negligente em alguns problemas próximos ao seu país.
Em 1953, Churchill tinha quase 80 anos e havia sofrido dois infartos. Numa tentativa desesperada de recuperar sua reputação como orador ou Chefe de Estado, ele pediu ao Dr. Charles Moran que lhe desse benzedrina – um tipo de anfetamina. Através do apoio deste fabuloso estimulante, Churchill foi à Conferência do Partido Conservador em 1954. Mas a droga não podia adiar o inevitável, em abril de 1955 Churchill resolveu se aposentar.
Ao sair de cena, seu ¨cachorro negro” voltou e Churchill começou a ver seu passado como um grande fracasso. Mas para o povo Britânico ele sempre será um herói, um homem não se rendeu a Hitler. Apesar dos seus problemas, ele ainda é reverenciado, pois poucas pessoas totalmente equilibradas poderiam realizar tão heróico desafio.
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