O voo das aves inspirou no homem o desejo de voar. Provavelmente, este desejo se originou em tempos pré-históricos. Na Caverna Tajo de las Figuras, na Península Ibérica (Espanha), foram encontradas pinturas rupestres em abundância, representando aves de diferentes formas e tamanhos.
A história das civilizações registra copiosos relatos de fundo mitológico, fantástico e até religioso, sobre o desejo humano de imitar as aves.
A história de Dédalo e Ícaro é um dos mitos mais conhecidos: para escapar do rei Minos, o engenhoso Ícaro construiu asas feitas de plumas e cera. Ele e seu filho Dédalo fugiram voando, mas Dédalo chegou perto demais do Sol e o calor derreteu a cera. Suas asas se desmancharam e o filho de Ícaro, lançado ao mar, acabou morrendo.
O imaginário de todas as culturas da Antiguidade é povoado por fantásticos seres alados. Muitas vezes, eles também têm características humanas, como as fadas.
Nas lendas indígenas da Patagônia, enormes condores conduzem os protagonistas entre rios e montanhas.
Na Bíblia, anjos, arcanjos e querubins são descritos com uma quantidade de asas que aumenta de acordo com a hierarquia divina. O profeta Elias surge em um carro de fogo voador. Provavelmente, é um dos primeiros registros do conceito de voar sem asas, usando um artefato.
Tivemos de esperar até o século XX pelos primeiros voos bem-sucedidos em planadores. Os irmãos Wright ganharam os céus no primeiro voo em um avião controlado, em 1903. O resto é História.
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