Nosso olfato é capaz de perceber cerca de dez mil odores diferentes. Mas como nós cheiramos? Dos corpos odoríferos (ou seja, que emitem algum odor – e não são poucos!) se desprendem minúsculas partículas que flutuam no ar que respiramos. Quando inspiramos, estas moléculas alcançam nossa mucosa olfativa. Por meio de células bem diferenciadas, a mucosa recebe estes estímulos químicos e os converte em cargas elétricas para que nosso cérebro possa interpretá-los. O processo é complexo e instantâneo, ocorrendo antes de estarmos conscientes da presença do odor.
Perfumes, aromas, fragrâncias, são palavras reservadas às sensações olfativas agradáveis. Mas o que fazer com as que nos desagradam? Muitos aromatizadores de ambiente atuam como agentes encobridores: simplesmente encobrem o odor ruim com outro mais potente e agradável. Seu efeito é imediato, mas dura pouco tempo; se a causa do mau cheiro não for eliminada, o fedor voltará.
Uma solução consiste em neutralizar os odores desagradáveis. Para isso, existem sofisticados produtos comerciais, mas também truques caseiros muito eficazes. Absorver, encapsular ou modificar as moléculas do mau cheiro são algumas das táticas mais comuns. Existem substâncias, como o carbono ativo, que absorve naturalmente os odores. Outras substâncias atuam encapsulando, ou seja, encerrando uma a uma as partículas que cheiram mal. Um recurso ainda mais sutil consiste em modificar as moléculas do mau cheiro, alterando assim sua estrutura e suas propriedades. Entre elas, a de incomodar nossos narizes...
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