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10 Fugitivos mais procurados
Seqüestro do Vôo 847 da TWA.
Atentado do World Trade Center
Ataques as Torres Khobar
Bombardeio naTanzânia e Quênia


  
AS LISTAS DO FBI

10 Fugitivos mais procurados

Esta famosa lista que proporciona os nomes, as características, e a história criminal dos fugitivos mais procurados pelo Escritório Federal de Investigação (FBI), teve sua origem no ano de 1949 quando um repórter do Serviço Internacional de Informação, decidiu escrever uma história sobre os homens “mais violentos”que eram solicitados pelo FBI naquele momento. Como resposta, o jornalista obteve 10 nomes.

O artigo gerou grande interesse dos leitores, fazendo com que J. Edigar Hoover, diretor do FBI na época, decidisse iniciar em Março de 1950 o programa “Os 10 fugitivos mais procurados”.

A idéia básica é divulgar e difundir através de distintos meios (imprensa, barricadas e cartazes em edifícios públicos) os nomes, características físicas e os crimes destas pessoas que violaram a lei, e ainda não foram presas pela justiça. Com esta campanha, o objetivo é conseguir a colaboração da população civil na captura destes criminosos, mediante a recompensa que varia dependendo da periculosidade do mal-feitor.

Desde a sua implantação, 476 pessoas já passaram por esta lista, das quais 447 foram capturadas; 145 delas graças a informação proporcionada pelos indivíduos da sociedade civil.

A primeira pessoa a formar parte desta lista foi Thomas James Holden em 14 de março de 1950. Holden era acusado de haver cruzado as fronteiras interestaduais para evitar julgamento por um triplo homicídio que havia cometido em Chicago. Um ano depois, no dia 23 de junho de 1951 foi preso em Beaverton, Oregon, pelos agentes do FBI, que encontraram o seu paradeiro graças a chamada de um homem que havia visto sua foto publicada no jornal.

Para fazer parte da lista dos “10 fugitivos mais procurados”, leva-se em conta a atividade criminal do indivíduo em questão. Ofensas de máximo grau como assassinato, delitos sexuais, tráfico de drogas ou terrorismo são suficientes para que esta pessoa seja considerada uma ameaça à sociedade, e portanto, garantir um lugar na lista. Em segundo lugar, os agentes do FBI devem ter a convicção de que promovendo o nome do criminoso e seu caso, irá garantir que se consiga informação através da população civil que leve até a sua captura.

Uma vez dentro, a única maneira de remover um indivíduo da lista é quando sua captura se torna efetiva, se retirarem as acusações contra esta pessoa (algo que o FBI não tem a autoridade para fazer, já que depende da parte acusadora) ou que deixe de ser considerado pelas características de seu caso, uma séria ameaça para a sociedade. Cinco pessoas que formaram parte da lista foram removidas por esta última razão. Cada vez que uma pessoa sai dela, é substituída por outra.

A dinâmica de seleção das pessoas que passam a formar parte da lista é a seguinte: A Divisão de Investigação Criminal (CID segundo suas siglas em inglês) e o escritório central do FBI, convocam os 56 escritórios regionais para uma espécie de “eleição” onde são apresentados “seus candidatos”. Os nomes recebidos são avaliados por agentes especiais em CID e no Escritório de Assuntos Públicos e do Congresso. Os arquivos dos “candidatos” selecionados são enviados ao Diretor do CID para sua aprovação e finalmente ao Diretor Chefe do FBI, que é quem outorga a aprovação final.

Apesar de que desde 1950, a maioria das pessoas que integraram esta lista foi homem, um total de sete mulheres já fez parte dela. A primeira foi Ruth Eisermann-Schier, que em 1968 foi acusada do seqüestro de uma herdeira oriunda de Miami de um hotel na Georgia , de pedir posteriormente a soma de 500 mil dólares pela sua liberação. A vítima foi encontrada com vida, mas Eisemann-Schier não foi presa até março de 1969 quando foi localizada em Oklahoma.

Desde 1950, o mundo tem mudado com rapidez e como conseqüencia, o perfil daqueles incluídos na lista tem variado notavelmente. No início, a lista era constituída de assaltantes de bancos, de carros ou simplesmente ladrões ordinários. Durante a década de 60, os delitos mais comuns dos que integravam a lista eram seqüestro, destruição de propriedade do governo e sabotagem. A partir dos anos 70, o crime organizado e o terrorismo por razões políticas já eram as causas mais comuns para a perseguição. Nos últimos 30 anos, cabeças de grandes redes de narcotráfico, assassinos em série, chefes do crime organizado e terroristas predominam a lista.

Mas não foi só o perfil dos fugitivos que mudou com os anos; as vias de difusão da lista agora são mais amplas e englobam mais territórios graças à expansão e democratização da tecnologia. A internet é hoje em dia um dos meios de difusão mais apoiados pelo FBI no seu trabalho de localização e apreensão dos fugitivos em qualquer parte do planeta. Para citar um exemplo, em 1996, Leslie Isben Rogge, que estava sendo procurado por haver escapado de uma prisão federal de Idaho em 1985 e por sua participação em distintos roubos a bancos, foi preso em Guatemala graças à informação proporcionada por um cidadão guatemalteco que havia consultado a página web do FBI e que, logo após reconhecer Rooge, pôde alertar as autoridades sobre a presença dele neste país.

Atualmente, uma das principais ocupações do FBI é a luta contra o terrorismo internacional. Após os ataques de 11 de setembro, a guerra contra o terrorismo foi declarada e não há sinais de trégua. Até agora, cinco escritórios diferentes foram criados para esse fim, onde agentes especiais do FBI trabalham numa espécie de associação com outras forças de segurança e outras organizações (tais como o Serviço de Imigração dos Estados Unidos) a nível local, regional, nacional, e com os serviços de inteligência de outros países, para tentar desfazer as redes de terrorismo organizado que funcionam a nível global, capturar seus líderes e cortar as vias de financiamento.

No mesmo estilo da lista dos “10 fugitivos mais procurados”, o FBI conta com uma lista dos “Terroristas mais procurados” no qual aparece uma ficha pessoal e uma descrição de 22 indivíduos vinculados a atos terroristas. Os motivos pelos quais eles são procurados pela justiça norte-americana atualmente são basicamente quatro. Confira a seguir as suas