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O Universo está falando conosco – o único problema é que nem sempre podemos ouvir o que ele tem a dizer, porque fala numa variedade de freqüência de ondas que não podemos ver e ouvir sem tecnologia especial.
Os sons que vêm do espaço cobrem completamente a extensão do espectro eletromagnético, desde raios gama muito energéticos até ondas de rádio de baixa energia.
Como podemos ver somente uma pequena parte desse espectro (luz visível), os astrônomos estão desenvolvendo um equipamento especial para que observemos outras freqüências de onda. Na Terra, os rádios-telescópios, como a antena parabólica de 76 metros em Jodrell Bank, trazem para dentro do foco as ondas de rádio que estão além do Sistema Solar; radiação de fundo das microondas cósmicas do último Big Bang que aconteceu há 13,8 milhares de milhões de anos, quando se originou o Universo. Grande parte do espectro eletromagnético é absorvida pela atmosfera terrestre, dessa forma os instrumentos dos satélites que estão em órbita ao redor da Terra recolhem informação de raios infravermelhos, raios gama e raios X.
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