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Graças ao sentido histórico com o qual pensavam nos acontecimentos da vida, os maias tiveram uma preocupação intensa em medir a passagem do tempo. Eles contavam com registros minuciosos dos grandes acontecimentos políticos e sagrados, as vitórias militares decisivas, a fundação das cidades, a coroação dos príncipes, e o surgimento de novas dinastias.
A partir da observação dos astros, eles elaboraram um calendário complexo e preciso. Os maias também conservaram a memória dos fatos significativos erguendo esteiras, monólitos ou placas cravadas em pedra, que permitem o conhecimento de sua história através de datas absolutamente exatas que contam com inscrições, além da informação mostrada pelas imagens gravadas na superfície de tais esteiras. Apesar disso, a tarefa dos cientistas se complica devido à concepção circular de tempo dos maias.
A esteira mais antiga foi encontrada em Tikal, e pertence ao ano 292 d.C. Conforme as tradições maias, ela marca o início do Período Clássico. A esteira mais recente já descoberta corresponde ao ano 889, e foi descoberta em Uaxactun. Ambas as cidades se encontram muito próximas, no atual território da Guatemala.
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