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De modo parecido a outras sociedades antigas, a forma como percebiam o universo nos dá uma radiografia da estrutura de poder, as funções dos governantes, as divisões territoriais, a ordem das cidades, e os aparatos administrativos.
Os reis tinham caráter divino e trabalhavam como sumos sacerdotes. Eles fixavam a doutrina e estabeleciam os procedimentos rituais. Os membros de suas linhagens também desempenhavam tarefas religiosas.
O rei estava diretamente relacionado com os deuses, era considerado um deles. Quanto mais o governante fosse sagrado e o culto fastuoso, mais a sociedade se sentia segura e integrada. De acordo com as crenças, os reis eram potências geradoras de vida.
Governar para os maias significava administrar corretamente a ordem do cosmos, a sociedade e a natureza. Isso explica o poder absoluto dos reis, a partir da posse dos segredos do mundo dos mortos.
Os ancestrais fundadores de linhagens eram associados a seres sobrenaturais, denominados wayob. Os arqueólogos identificaram imagens destes seres nas peças de cerâmica. Para os maias, os espíritos dos wayob viviam nas construções gigantescas das principais cidades.
A crença nos wayob fortalecia o poder e a legitimidade das dinastias governantes, funcionando como um laço com o mundo dos mortos.
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