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No dia 26 de dezembro de 2004, um terremoto de magnitude 9.3 no limite das placas tectônicas Australiana e Eurasiana causou a elevação de partes do fundo do mar em muitos metros, deslocando milhões de litros de água. Este “degrau” no oceano recuou com a gravidade, e o distúrbio gerou três ondas gigantes que se espalharam a partir do epicentro do terremoto. Duas horas depois do terremoto, satélites de radar registraram ondas de tsunami de no mínimo 60 centímetros de altura formando-se no fundo do mar. Mas ao serem conduzidas ao longo de canais gigantes no fundo do mar, sua velocidade diminuiu e elas cresceram ao atingir águas mais rasas.
O tsunami atingiu a costa nordeste de Sumatra primeiro, e com maior força. Ao longo das demais partes da linha costeira, as ondas aumentaram para 30 metros acima do nível do mar, ao ir de encontro à praia. Cerca de 15 minutos depois do terremoto, o tsunami havia atingido a cidade ao norte de Banda Aceh, ao norte de Sumatra, matando milhares de pessoas.
O tsunami continuou a ondular em direção à costa da Tailândia nas duas horas seguintes, e chegou ao Sri Lanka em três horas. Cerca de oito horas depois, já havia chegado à costa leste da Somália, na África, onde matou cerca de 300 pessoas.
A destrutividade do tsunami reside nas maciças paredes de água que golpeiam as praias. Ele arrasta botes, casas e pessoas à sua passagem. O tsunami asiático ceifou mais de 230 mil vidas e deixou 1 milhão de habitantes da costa sem moradia, destruindo suas comunidades.
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