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Discovery Channel
A Morte de Diana

Uma entrevista com Richard Dale,
diretor do documentário “A Morte de Diana”,
Dangerous Films u.k.

Do que trata o filme?
O filme mostra Diana, o ícone, de uma maneira pessoal como o público raramente a viu. É sobre a intensa vida particular de uma das personagens públicas mais queridas do mundo — onde ela estava no último verão de sua vida, como ela foi parar lá e aonde suas decisões terminaram por levá-la.

Em termos de cronologia, o filme trata das últimas 12 semanas de sua vida – desde o momento em que ela decide tirar férias, quando encontra Dodi, até o acidente no túnel.

Há quanto tempo o filme vem sendo produzido?
Os conceitos iniciais, nos bastidores do filme, foram concebidos há aproximadamente dois anos. Com base em nossa experiência na produção de filmes sobre datas importantes, que captam momentos-chave na história, pretendemos marcar o 10º aniversário da morte de Diana mediante a pessoa que era antes de seu falecimento. Expondo os motivos que eram importantes para ela na época, esperamos trazer uma contribuição para o público compreendê-la. A equipe de pesquisa começou a desenvolver os detalhes do último verão de Diana há mais de um ano, e daí em diante foi possível redigir um roteiro – e, em seguida, um filme.

Por que você julgou importante fazer esse filme?
Tem havido tanta polêmica desde sua morte, tanta confusão acerca das circunstâncias do acidente, e os últimos dez anos só serviram para deixar tudo ainda mais confuso. Julguei ser importante contar a história de maneira clara, sem distorções, utilizando as evidências dadas pelas pessoas que estavam lá – para inserir a história no contexto.

Esse é um dos poucos eventos vivenciados pela nossa geração — em que a gente sabe onde estava quando aconteceu. Por essa razão, esse filme em grande parte trata de todos nós, de nossas lembranças e experiências, tanto quanto as de Diana.

Por que filmar um “docudrama” em vez de um documentário puro?
Eu descrevo o filme como um drama factual. Já se fizeram inúmeros documentários sobre o acidente, todos utilizando as mesmas tomadas de cena e entrevistando as mesmas pessoas. Mas nunca houve uma maneira de “penetrar” em todos os sentimentos e emoções que ela vivenciou naquele último verão.

Eu quis dar um insight autêntico em Diana – como ela se sentia, o que pensava – e a única maneia de fazê-lo seria em um drama. Sustentar tudo isso com entrevistas de testemunhas permite mostrar o que há de melhor dos dois mundos: a exatidão de um documentário com a força emocional de um drama.

Você se preocupou com a possibilidade de tomar certas liberdades em relação à história de uma das figuras mais conhecidas do mundo? O que você fez para ter certeza de que tinha “feito a coisa certa”?
Diana estava sempre cercada por um frenesi alimentado pela mídia que tentava preencher as lacunas de sua história com alarde e especulação. Por isso assumi a responsabilidade de fazer esse filme com muita seriedade. Minha ambição era descobrir a Diana completa.

Falando com as pessoas intimamente ligadas a ela, conseguimos confirmar muitas coisas sobre o lado enigmático de Diana. Essas informações foram depois verificadas por meio de um relatório da polícia sobre as últimas semanas de Diana, que foi publicado em Londres no final do ano passado. Esse relatório confirmou seu amor por um cirurgião cardíaco britânico, estabeleceu suas conexões estreitas com a mídia e revelou a mulher obstinada à procura de um novo papel na vida. Entrevistei várias outras pessoas e concluí a idéia final do filme — e muito disso nos ajudou a moldar o roteiro, juntamente com o Relatório Paget.

Alguém na família real ou de suas relações mais próximas trabalhou com você na produção do filme?
Informamos ao palácio que estávamos produzindo o filme e eles nos escreveram agradecendo. Embora ninguém do núcleo familiar de Diana tenha trabalhado conosco, mantivemos uma relação próxima com seus amigos e membros de sua equipe. Essas pessoas a viram em todas as situações, públicas ou não, e puderam nos dar insights reveladores. Foram essenciais na confirmação de detalhes — desde onde Diana estava num determinado momento, até o que ela mais gostava de comer, beber e as músicas que escutava.

O que você acha que irá acrescentar ao telespectador que assistir ao documentário?
Eu acredito que o formato servirá a um duplo propósito: primeiro, propiciar às platéias um genuíno insight sobre Diana, como mulher, e também uma compreensão transparente dos eventos iniciais e da sucessão de fatos que termina em sua morte. É o que aconteceu e quando aconteceu, porém – em virtude do elemento dramático – também ficamos livres para explorar as razões,  algo que nunca se viu antes.

Imagens copyright © DCL