|
Setembro Negro
A organização terrorista Setembro Negro (Ailul al Aswad, em árabe) foi criada em uma reunião em Damasco com membros líderes da Organização pela Libertação da Palestina, a OLP, em 1971. O nome se refere ao sangrento setembro de 1970, quando o Rei Hussein da Jordânia sufocou uma revolta de refugiados palestinos e ordenou que a OLP fosse expulsa de seu país com extrema brutalidade.
A Organização Setembro Negro era formada por palestinos que se viam como representantes de um povo sem Estado, privado de todos os direitos, e se prepararam para usar a violência. Seu objetivo era se vingar do Rei Hussein e do exército jordaniano. Mas logo os atos de terrorismo e sabotagem dos fedayin, levados a cabo por células pequenas e independentes, começaram a se voltar principalmente contra Israel.
O raio de ação dos “guerreiros sagrados” no entanto, não se limitava ao Oriente Médio. Bases foram estabelecidas nos Estados Unidos, Europa e África do Norte, para que pudessem realizar ataques em todo o mundo.
O Setembro Negro apareceu pela primeira vez na mídia com o assassinato do Primeiro Ministro jordaniano Wasfi al-Tal em 28 de novembro de 1971, no Cairo. A este começo espetacular, seguiram-se vários ataques, que incluíram tiros disparados contra o embaixador da Jordânia em Londres, e um ataque à bomba na missão jordaniana das Nações Unidas em Genebra.
Em 1972, estimava-se que a organização tinha entre 300 e 500 membros. Dois anos depois, em 1974, o grupo se dissolveu devido à pressão exercida pela OLP.
A intenção do ataque de 1972 aos atletas olímpicos israelenses era chamar a atenção do mundo para a luta palestina. A lista de suspeitos de organizar o atentado incluía Ali Hassan Salameh, amigo próximo do líder da OLP, Yassir Arafat, assim como os dois membros líderes do ‘Al Fatah’ , movimento de libertação palestino, Abu Daoud e Abu Ijad.
|