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Os gregos têm navegado por 10 mil anos, e possuem uma das mais fortes tradições de navegação do mundo.
Achados arqueológicos – combinados com cerâmica, peças de arte e poemas daquele período – levaram os especialistas a acreditar que os gregos antigos usavam navios a remo com grandes tripulações, assim como barcos à vela com desenhos diferenciados.
Um afresco descoberto na ilha grega de Santorini, na escavação da cidade de Antiga Akrotiri, descreve a variedade de navios usados pela civilização Minoana há 3.500 anos. Entre eles, estão navios mercantes e de trabalho, e barcos ricamente decorados, que carregavam um pequeno número de passageiros importantes.
Uma das mais importantes descobertas navais da Grécia antiga aconteceu na costa norte da ilha de Chipre, nos anos 60. Os destroços de um naufrágio em Kyrenia – uma cidade portuária ao norte de Chipre – foram explorados por uma equipe de especialistas em 1967, e os trabalhos de recuperação começaram em 1968.
Os destroços deste naufrágio constituem o achado marítimo mais bem preservado do gênero no mundo. Foram recuperadas 6.000 peças, que ficaram protegidas por lama e areia no fundo do oceano.
A carga do navio continha 40 ânforas – potes para transporte - que também foram recuperadas, e algumas delas ainda continham sementes de figo e amêndoas. Os especialistas acreditam que a carga do navio era proveniente de diferentes portos da região, incluindo Rhodes e Samos.
Acredita-se que o navio achado em Kyrenia abrigava uma tripulação de quatro pessoas.
Pontas de lanças, redes e outras ferramentas foram recuperadas na escavação. Calcula-se que o barco tinha 14,75 metros de comprimento por 3,4 metros de largura máxima, e um calado de aproximadamente 1,4 metros.
Os vestígios do barco e suas ânforas estão em exibição no castelo do porto de Kyrenia, em Chipre.
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