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Trabalho Sujo
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Sobre o programa / Prepare-se para se rebaixar e se sujar!
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P: Qual é a opinião geral sobre os trabalhadores “sujos” que você conheceu? Pessoalmente, o programa me ensinou muito. Bem, ao menos posso dizer que meu trabalho não é de inspetor de esgotos nem operador de veículo especial para o esvaziamento de poços ou câmaras sépticas.
R:
É surpreendente a quantidade de pessoas com empregos relativamente “limpos”, que voltam para suas casas no final do dia sentindo-se amarguradas e miseráveis. Mas as pessoas que eu conheci, em geral, parecem realmente satisfeitas e felizes com seus trabalhos sujos.

Para sua informação, o motorista do caminhão especial para esvaziamento de poços e câmaras sépticas, um tipo e tanto chamado Les, era psiquiatra. Ele abandonou seu consultório para se dedicar a limpar câmaras sépticas. Imagine você!
 
P: Você pensa em trabalhar no exterior? Os trabalhos sujos estrangeiros devem ser tão divertidos quanto os dos norte-americanos. Como você apresentaria os mineiros da Ucrânia? É um trabalho realmente sujo. Além disso, existe a barreira do idioma, que sempre cai bem para rir um pouco.
R:
Você está tentando me matar?

Na verdade, a idéia original de Trabalho Sujo era internacional. Quero dizer, por que visitar um esgoto de 100 anos em São Francisco se você pode limpar um esgoto de 900 anos em Paris? A resposta é muito simples, e é claro, é uma questão de orçamento. Mas nunca se sabe. Trabalho Sujo Internacional soa muito bem. Veremos. Por enquanto, já temos sujeira suficiente nos Estados Unidos para me manter bem imundo.
 
P: Acho que você também se dedicava a cantar anteriormente, é verdade? Você ainda está envolvido com música de alguma maneira? Quem te influenciou musicalmente?
R:
Quem disse que a sociedade e a cultura são tão estreitamente relacionadas? Eu cantei em quinze produções diferentes com a Baltimore Company, todas elas com repertórios standard. Nenhum papel principal, eu só trabalhava no coro e fazia algum apoio aqui e ali. A última produção foi Tosca, em 1989.

Naqueles dias, eu cantava principalmente em casamentos e funerais. Continuo a me juntar com alguns companheiros com quem cantava à capela em um grupo, e me divirto fazendo adaptações de velhas melodias. Mas em geral, pratico esta atividade em um barco, fora do alcance dos ouvidos dos inocentes transeuntes.

Não entendo muito de influências, mas gosto de: Giacomo Puccini, Johnny Hartman, Norman Luboff, Anton Dvorak, Mill Brothers, Leonard Bernstein, Frank Sinatra, Beatles, Billie Holiday, Sly e Family Stone, Pink Floyd, Singers Unlimited, Jimi Hendrix e Hank Williams Jr.
 
P: O que você acha de seus pobres cinegrafistas? Como protegem o equipamento de tanta sujeira? Alguns dos lugares visitados eram bastante desagradáveis, e cada vez que vejo o programa, fico impressionado com o trabalho dos cinegrafistas. Tenho pena de sua equipe de filmagem.
R:
Nossos cinegrafistas são incríveis. São muito comprometidos com seu trabalho. Se você quer admirar ou se apiedar de alguém, Doug Glover e Troy Paff são as pessoas adequadas, muito mais do que eu. Eu sugeri, em várias ocasiões, que mudassem seus equipamentos grandes por câmeras de mão menores. Isso poderia simplificar suas vidas de uma forma espetacular, mas eles se negam, alegando questões de qualidade (você não acha surpreendente? O esgoto precisa ser visto da melhor forma possível!)

De qualquer forma, as câmeras podem ser substituídas, e não é algo que realmente me preocupe.

Doug e Troy têm os trabalhos mais sujos da televisão. Eles merecem toda a compaixão e admiração que você puder demonstrar. São tão talentosos quanto sujos.

Fotos: DCI