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A psicologia como disciplina identificou inúmeras formas com as quais as pessoas lidam com trauma e estresse. Elas variam de negação - onde uma pessoa pode negar um evento ocorrido, até compartimentalização - onde uma pessoa pode simplesmente separar diferentes partes da sua vida em ‘compartimentos’ para permitir que eles sejam superados. É difícil, por exemplo, imaginar um pescador de carangueijos chegando em casa e lidar com a esposa e os filhos com a mesma atitude de quem esteve os últimos dias enfrentando a força violenta do mar - ele colocará este evento de lado e tentará esquecer.
Outra explicação para as pessoas lidando com trabalhos extremos poderia ser a atitude em relação ao trabalho. Gareth English, Consultor Senior para a OPP, uma empresa de consultas psicológicas tem algo a dizer aqui:
“Apesar de para muitos, estes trabalhos perigosos parecerem terríveis só de imaginar, aqueles que os fazem, veêm o trabalho com excitação e não estresse. Outros administram a pressão do trabalho com o apoio recebido de amigos, família, colegas ou clientes. Para os bombeiros, por exemplo, saber que eles fazem a diferença ajudando as pessoas supera o estress.”
Há duas novas razões para separar, uma é que aqueles que possuem trabalhos extremos podem pesar o perigo contra o benefício que fazem à sociedade, como os bombeiros, ou policiais devem fazer. A outra é ainda mais interessante, e é baseada na teoria de Edna Agbarha: pode ser que estas pessoas não considerem o seu trabalho perigoso, mas excitante, elas não ficam nervosas, ficam excitadas. Com certeza, todos nós podemos aprender com isso - sendo capaz de converter a energia nervosa em excitação, o que deve ser uma ótima habilidade a ser adquirida.
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