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Primatas
Os primatas possuem uma inteligência única e se dedicam à solução de problemas, comunicação, uso de ferramentas e complexas interações sociais. No Congo, conheça um grupo muito unido de gorilas liderados por um macho dominante, cujos golpes no peito emitem ondas de choque pela vegetação rasteira por quase dois quilômetros;

Veja as mães da espécie de macacos Trachypithecus phayrei, na Tailândia, lutando pelo privilégio de cuidar de filhotes recém-nascidos; presencie as violentas disputas de milhares de babuínos-sagrados e junte-se a um grupo de babuínos Papio ursinus caçando ovas de tubarão na costa da África do Sul.
A inteligência e a adaptabilidade permitem que os primatas enfrentem os desafios da vida de forma tão bem-sucedida. Estas habilidades permitiram que nossos parentes mais próximos conquistassem uma incrível diversidade de habitats.

Os babuínos-sagrados vivem nas planícies da Etiópia em grupos de até 400 indivíduos. Seu grande número oferece alguma proteção contra os predadores. Mas se seus caminhos cruzarem com outras “tropas” de babuínos, a batalha está armada: os machos tentam roubar as fêmeas uns dos outros e até acertam contas do passado.

Os macacos-do-Japão são os primatas mais setentrionais e enfrentam desafios completamente diferentes. Alguns superam o clima enrelegante mergulhando em fontes termais no meio do inverno. Mas este privilégio se reserva apenas aos descententes de uma fêma específica.

Para os gorilas das florestas da bacia do Congo, é o macho dominante quem lidera o grupo familiar. Ele alardeia sua posição batendo em seu peito com golpes potentes e ruidosos.

A maioria dos primatas vive nas florestas e um dos mais estranhos é o társio, o único primata inteiramente carnívoro do planeta. Enquanto caça insetos, o társio salta de árvore em árvore no silêncio da noite, utilizando seus olhos proeminentes para calcular cada salto cada salto.

A boa comunicação é essencial para o sucesso na sociedade dos primatas. Os macacos Trachypithecus phayrei têm filhotes de um laranja berrante para avisar aos outros membros do grupo de que eles precisam de cuidados. Os lêmures de Madagascar utilizam o olfato para seduzir as fêmeas, esfregando suas caudas odoríferas uns nos outros.

Mas a forma mais importante de comunicação é a transmissão de conhecimentos. A fêmea do orangotango de Sumatra passa nove anos ensinando seus filhotes a enfrentar o complexo mundo da floresta: o que comer, como viajar em segurança, como construir um ninho e até como lidar com os frequentes temporais.

Os primatas desenvolveram formas extraordinárias de improvisar, especialmente para lidar com desafios que superam seus dotes físicos. O maior avanço na evolução dos primatas é a habilidade de utilizar ferramentas para obter comida. Os macacos-pregos-de-cara-branca da Costa Rica têm dificuldade para abrir moluscos com seus dentes e mãos. Por isso, estes inteligentes primatas martelam os moluscos até enfraquecer seus músculos. Parentes próximos do Brasil utilizam uma técnica similar e aprenderam a usar pedras como martelos para abrir cocos.

Mas em nenhuma espécie o uso de ferramentas revela tamanha exuberância como entre os chimpanzés das florestas da Guiné, na África Ocidental. Eles aprenderam a procurar formigas e a amaciar palmitos usando talos de folhas, além de esmagar cocos com precisão e eficiência. Suas ferramentas são tão valiosas que eles as compartilham com outros membros do grupo.
   
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