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| Criaturas das profundezas |
| Utilizando técnicas especiais de filmagem submarina, Vida empreende uma jornada aos recantos desconhecidos do oceano. Aqui é o palco de descobertas recentes e o lar das mais estranhas criaturas, desde enormes caranguejos Leptomithrax gaimardii que se aglomeram aos milhares para trocar sua carapaças até lulas gigantes. Junte-se a um grupo de 250 lulas-de-Humboldt em plena caçada; veja o sacrifício derradeiro de uma fêmea de polvo-gigante-do-Pacífico, que morre de fome depois de cuidar de seus filhotes; e mergulhe sob o gelo permanente da Antártica para ver um tapete de estrelas-do-mar devorar a carcaça de um filhote de foca. |
Os invertebrados marinhos são extraordinariamente diversos, são 10 vezes mais numerosos que os peixes e variam desde as mais primitivas criaturas do mar até as mais inteligentes.
Muitas criaturas das profundezas empreendem uma migração noturna para águas mais rasas. Pela primeira vez, um enorme grupo de lulas-de-Humboldt de quase dois metros é filmado enquanto ataca um cardume de peixes de forma colaborativa na costa do México. Coordenando o assalto, elas conduzem os peixes até encurralá-los em um recife. Seus corpos brilham em vermelho e branco – seja para confundir os peixes ou para indicar umas às outras que estão prestes a atacar.
As condições sob o gelo do Mar de Ross, na Antártica, são similares às das profundezas do oceano. Mas é surpreendente que o leito do mar nesta região seja recoberto por milhares de vermes nemérteos, estrelas e ouriços-do mar que habitam estas águas enregelantes. Filmados em time-lapse pela primeira vez, eles se aglomeram no fundo do mar para se alimentar da carcaça de um filhote de foca – um raro banquete.
Na costa sul da Austrália, enormes caranguejos Leptomithrax gaimardii emergem das profundezas para se aglomerar aos milhares em águas rasas para a muda de suas carapaças. Depois de se livrar delas, seus corpos permanecem desprotegidos até que novas carapaças se formem. É sua chance de acasalar, mas também uma época em que são mais vulneráveis ao ferrão das arraias.
As sibas são moluscos das profundezas que sobem para acasalar em águas rasas. Um grande macho atrai e copula com uma fêmea e depois a protege de seus rivais. Se outro macho o desafiar, ele emite cores e listras que pulsam ao longo das laterais de seu corpo para manter o adversário à distância.
Mesmo assim, machos sorrateiros têm uma abordagem diferente. Eles mudam de cor para se parecer com uma fêmea e estendem seus tentáculos exatamente como uma fêmea que pretende acasalar. Com este disfarce, eles nadam lentamente em direção à fêmea, e debaixo do nariz do adversário, rapidamente copulam com ela.
A fêmea do polvo-gigante-do-Pacífico é uma mãe dedicada. Ela se isola dentro de uma caverna utilizando pedras, juntamente com seus ovos. Durante os próximos seis meses, ela não deixa a toca, vigiando seus preciosos ovos, mantendo-os oxigenados e livres de doenças e predadores. Fraca e sem se alimentar, seu último ato de devoção é soprar água sobre os ovos para ajudá-los a eclodir. Em seguida, ela morre.
Nas águas mornas, mas pobres em nutrientes dos mares tropicais, microscópicos pólipos de coral se multiplicam e crescem, criando as maiores estruturas vivas do mundo. Apesar de abrigar um quarto de toda a vida marinha, os recifes de corais são construídos pela mais minúscula das criaturas e ocupam menos de 1% do leito oceânico.
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