O Irã na mira das investigações
A deterioração das relações entre Teerã e Buenos Aires pela falta de colaboração do governo iraniano havia servido de pretexto para desviar a atenção da “conexão local”. No entanto, novos fatos recolocariam o Irã na mira das investigações
Quatro meses depois de assumir o caso, o promotor Nisman considerou provado que o motorista suicida que executou o atentado era Ibrahim Hussein Berro, um libanês de 21 anos que militava no movimento xiita libanês Hezbollah.
Em outubro de 2006, a promotoria acusou formalmente o governo do Irã pelo ataque à associação judia e indicou o Hezbollah como a organização encarregada de executá-lo. O juiz Canicoba Corral expediu o pedido de captura internacional de oito ex-funcionários diplomáticos do governo iraniano que desempenhavam funções em Buenos Aires em 1994.
Um ano depois, o ex-presidente de Argentina, Néstor Kirchner, denunciou o Irã diante das Nações Unidas por sua falta de colaboração em esclarecer o atentado. Mas Teerã ignorou as queixas da Justiça e do governo argentino.
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