Os crimes de Albert Speer incluíam o uso de trabalho escravo em campos de concentração e o prolongamento da guerra com seu trabalho fanático para desenvolver a máquina de guerra nazista.

Ele era caçado por dois grupos. Primeiro, pelo Comando de Bombardeio Estratégico dos Estados Unidos, e depois, pela Comissão de Crimes de Guerra nas Nações Unidas. O primeiro reunia um estranho grupo que incluía o economista JK Galbraith e do veterano negociante de armas Paul Nitze. Eles eram perseguidores implacáveis e tinham autorização da alta cúpula para manter Speer fora do alcance dos investigadores criminais da ONU. Eles o encontraram e o isolaram em uma casa de campo depois da guerra, onde Speer foi longamente interrogado, fornecendo aos norte-americanos detalhes importantes sobre a eficácia dos bombardeios dos Estados Unidos. Foi uma ação fundamental da inteligência, que acabaria dando forma a grande parte da estratégia utilizada durante a Guerra Fria. Quando a história veio à luz, gerou uma enorme polêmica, com a insinuação de que os norte-americanos concordaram em ser indulgentes com Speer em troca de sua cooperação.

Quando Speer terminou de ser interrogado, eles o entregaram à ONU. A princípio, Speer negou ter qualquer conhecimento sobre os crimes nazistas, mas tornou-se evidente que, como Ministro de Armamentos, ele intencionalmente havia empregado trabalho escravo e se beneficiado do trabalho em campos como Auschwitz. Em uma reviravolta que chocou os outros réus do processo, Speer então admitiu muitos de seus crimes. Este aparente ato de arrependimento levou os juízes a condená-lo à prisão, em vez da pena de morte. Existe uma enorme quantidade de documentos sobre Speer devido à ambiguidade moral que ele despertava nos Aliados.

Depois de ser libertado, Speer vendeu uma imagem de “bom nazista”, o único que admitiu seus erros. Mais tarde, ele começou a se gabar de sua vida pregressa. Comprovadamente, Speer conseguiu escapar da execução trocando seus conhecimentos e sua confissão por indulgência.