Dr. Beyene também é o arqueólogo-chefe do projeto no Médio Awash, e seu foco é o estudo do desenvolvimento das ferramentas de pedra dos hominídeos de 2 milhões de anos atrás até as atuais.
Autor de numerosas publicações sobre sítios arqueológicos na Etiópia, dr. Beyene foi peça-chave na recuperação e estudo de fósseis do Homo sapiens idaltu encontrados na região do Médio Awash em 1997 e publicado em 2003.
Yohannes Haile-Selassie: Paleoantropólogo etíope, atualmente é chefe de Antropologia Física no Museu de História Natural de Cleveland, em Ohio. Ainda estudante, começou como estagiário na equipe do Médio Awash, onde realizou as pesquisas para sua dissertação final sobre o tema. Depois do doutorado em Berkeley, ele atualmente conduz seu próprio projeto, no norte de Afar, local onde “Lucy” foi encontrada. O dr. Haile-Selassie descobriu muitos fósseis importantes, incluindo os primeiros fragmentos do esqueleto Ardipithecus ramidus, encontrados em Aramis, no ano de 1994. Mais tarde, ele reconstituiu e nomeou os fragmentos mais antigos já encontrados de uma espécie de hominídeo, o Ardipithecus kadabba, em 1999, datados entre 5,6 e 5,8 milhões de anos. Sua monografia foi publicada em 2009 pela University of California Press.
Berhane Asfaw: O paleontólogo etíope fez pesquisa de campo e de laboratório desde a primeira temporada no Médio Awash, em 1981.
Depois de conquistar o doutorado em Berkeley, atuou no local até 1992, como primeiro diretor do Museu Nacional da Etiópia.
O dr. Asfaw é autor de numerosas publicações sobre fósseis hominídeos, e trabalhou intensamente na reconstrução e análise de diversas ossadas notáveis, como os restos cranianos do Ardipithecus, e Australopithecus garhi - espécie primitiva datada em 2,5 milhões de anos de idade - além do crânio infantil que ele descobriu de Homo sapiens idaltu, estimado em 160 milhões de anos.
O dr. Asfaw é codiretor do projeto de pesquisa no Médio Awash, e a cada temporada coordena os trabalhos em Addis Ababa e Afar.
Owen Lovejoy:Professor e biólogo evolucionista, especializou-se em Patologia forense, Biomecânica e Anatomia. Analisa fósseis de hominídeos desde a década de 1970, e está no projeto de pesquisa do Médio Awash desde a sua criação.
O dr. Lovejoy analisou e publicou matérias sobre diversos fósseis notáveis, incluindo os esqueletos “Lucy” (Australopithecus afarensis) e Ardipithecus ramidus. Ele lecionou por 40 anos na Universidade Estadual de Kent, nos Estados Unidos.
Tim White: Trabalha com Paleontologia e Arqueologia Paleolítica na África desde 1974, desbravando diversos sítios palentológicos por todo o continente. Foi membro da equipe original que analisou e batizou “Lucy”, o fóssil Australopithecus afarensi, além de ter trabalhado na escavação de pegadas em Laetoli, na Tanzânia.
Em 1981, White se juntou ao professor J. Desmond Clark e assumiu a responsabilidade pelos aspectos paleontológicos das pesquisas no Médio Awash, liderando a equipe de Paleontologia desde 1990. Ele tem participado de todos os achados da região, e dedicou grande parte dos últimos 19 anos para a descoberta, recuperação e análise do Ardipithecus ramidus. É professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
Leslea Hlusko: Bióloga, paleontóloga e professora da Universidade da Califórnia, Hlusko estuda as variações e evolução genética dos esqueletos dos mamíferos primatas. Desde os anos 1990, integra a equipe de pesquisa no Médio Awash, assim como de projetos no Quênia e na Tanzânia, em trabalhos de campo, estudando a Tafonomia a anatomia dos hominídeos.
Giday WoldeGabriel: O geólogo etíope atua em seu país desde 1976. Ele é colíder do projeto de pesquisa no Médio Awash, encarregado dos estudos geológicos. Suas áreas de especialização incluem Geologia de campo, Tectônica, Vulcanología e Tefrocronologia.
O dr. WoldeGabriel é responsável pela coleta em campo e análise química das amostras vulcânicas recolhidas no Médio Awash. Ele foi peça-chave na equipe responsável por datar o Ardipithecus ramidus. O dr. WoldeGabriel trabalha no Laboratório Nacional de Los Álamos, no Novo México.
Gen Suwa: O professor Suwa é um paleoantropólogo japonês que vem trabalhando na Etiópia com a equipe do Médio Awash desde 1990. Desde o seu trabalho de graduação em Berkeley, sua especialidade tem sido a análise de restos cranianos e dentários de hominídeos. O dr. Suwa utiliza a tecnologia - como a tomografia computadorizada e softwares digitais - para compreender a estrutura interna dos ossos e dentes fossilizados.
O dr. Suwa recuperou o primeiro dente do Ardipithecus ramidus, em 1992, em Aramis, e trabalhou na análise e reconstrução deste esqueleto por 17 anos. Foi codiretor dos projetos Konso e Chorora na Etiópia e atualmente é professor no Museu Universitário da Universidade de Tóquio, no Japão.
Paul Renne: O dr. Renne é um geocronologista que dirige o Centro de Geocronologia de Berkeley, na Califórnia. Seu desafio é estimar a idade das amostras de cinzas vulcânicas recolhidas na Etiópia, através de um avançado método conhecido como argônio-argônio.
O dr. Renne foi responsável por aplicar este processo e datar todas as grandes descobertas no Médio Awash, assim como seu extenso trabalho de campo em sedimentos a 300 metros acima e abaixo de onde foi encontrado o fóssil Ardipithecus ramidus. Ele também leciona na Universidade da Califórnia.
Henry Gilbert: Paleoantropólogo que trabalhou no Médio Awash desde que era estudante de pós-graduação em Berkeley, na década de 1990. Ainda cursando o doutorado, em 1997, recuperou o crânio quase completo de um indivíduo pertencente à espécie Homo erectus. Atualmente, lidera um trabalho à parte, o projeto Kesem-Kebena, na Etiópia. É professor na Universidade Estadual da Califórnia, em East Bay.
Bill Hart: Geólogo e professor, trabalha com a equipe do Médio Awash em campo e no laboratório desde 1990. É especialista na análise química dos depósitos de cinza vulcânica, e por isso, seu conhecimento foi fundamental para desvendar as relações entre as camadas que prensavam os restos de “Ardi”, e para datar antigos fragmentos hominídeos no Médio Awash. O dr. Hart preside o Departamento de Geologia da Universidade de Miami, em Ohio.
Jay Matternes: o artista-naturalista vem trabalhando na reconstrução de fósseis de hominídeos há mais de 50 anos. Matternes combina seu talento artístico com o vasto conhecimento anatômico para reproduzir réplicas realistas de ancestrais humanos. Matternes trabalhou com Jane Goodall, Louis Leakey, e inúmeros outros antropólogos, na revista National Geographic e no Instituto Smithsonian. Atua no Médio Awash desde o seu início, e ilustrou as reconstruções do Australopithecus garhi, Homo sapiens idaltu e, mais recentemente, do Ardipithecus ramidus.
Brasil (em Português)