MANUEL MARULANDA
Pedro Antonio Marín, mais conhecido como Manuel Marulanda, nasceu em 12 de maio de 1930 em Génova, Colômbia. Por sua habilidade com armas, foi apelidado “Tirofijo” - “tiro certo”, em português. Marulanda foi o fundador e líder da guerrilha colombiana das FARC até falecer, vítima de um ataque cardíaco, em 26 de março de 2008.
Na infância, Marulanda era muito introvertido e quase nunca brincava entre amigos. No entanto, tinha várias conversas com seu avô, o homem que o iniciou nos princípios do liberalismo.
Assim como a maioria dos camponeses da época, Marulanda freqüentou a escola por poucos anos. Na adolescência, saiu da casa dos pais para trabalhar em diversos lugares. Em 1948, foi recrutado pela guerrilha de Jacobo Prías, um pequeno grupo que combatia as milícias conservadoras. Marulanda chegou a afirmar que “ser liberal era tão sagrado como o sinal da cruz”.
Em 1953, juntou-se ao Partido Comunista e começou a treinar com armas de fogo de grande calibre. Neste mesmo ano, o general Gustavo Rojas Pinilla deu um golpe de estado e assumiu o poder, proclamando uma anistia que incluía a maioria dos socialistas e liberais. Apesar do golpe, os integrantes do Partido Comunista Colombiano (PCC) se negaram a entregar as armas. Um setor do partido era liderado justamente por Manuel Marulanda, que fugiu para a região de Marquetalia para estabelecer a chamada “zona liberada”.
Entre 1956 e 1958, liberais e conservadores chegaram a um acordo de repartição do poder, criando a chamada Frente Nacional para combater o comunismo. Em 27 de maio de 1964, o presidente Guillermo León Valencia, a mando do coronel Hernando Currea Cubides, pôs em prática o Plano LASO (sigla em inglês para “Operação de Segurança para a América Latina”) contra as “zonas liberadas”. Esta operação fazia parte de uma estratégia norte-americana denominada “Doutrina da Segurança Nacional”, com a finalidade de evitar uma situação similar à de Cuba. A operação Marquetalia causou a morte de aproximadamente 97 rebeldes e a prisão de mais de cem deles. Apenas 48 guerrilheiros conseguiram escapar, entre eles, “Tirofijo”, que se proclamou líder dos demais.
Os fugitivos se reuniram no departamento de Caquetá (noroeste da região amazônica colombiana) formando o “exército popular”. Os homens de Marulanda fizeram o juramento em plena selva, criando, assim, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
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