Na madrugada de domingo, 11 de janeiro de 2004, um policial chegou a um sítio localizado em San Vicente, depois de receber uma ligação de Alex Cantero, um jovem de 18 anos. Acompanhado de seu amigo Tito Muñoz, ele contou que havia saído com amigos e, ao voltar para casa, encontrou mortos seu pai, Jorge Cantero, a mulher dele, Giselle Minond, e sua avó Norma. Os corpos das vítimas apresentavam vários ferimentos a bala.

No começo, a polícia aventou a hipótese de latrocínio. No entanto, pouco dinheiro foi levado, não havia sinais de arrombamento e os cães estavam presos no canil. Também havia uma série de buracos cavados no jardim. Mais tarde, descobriu-se que as vítimas eram parentes diretos de Pepe Cantero, um famoso empresário da área de calçados que havia amealhado uma grande fortuna na década de 80, mas perdido tudo na década seguinte devido à crise no setor.

A promotoria desconfiou da versão de Alex Cantero e seus amigos, e os convocou para novo interrogatório. Mas quando a polícia chegou à casa de Tito Muñoz, ele havia tentado se suicidar no banheiro. Ao seu lado, estava arma do crime.

Um dos jovens então confessou que Alex e Muñoz haviam matado os Canteros para desenterrar uma suposta fortuna que estaria enterrada no jardim da casa.

Em 23 de junho de 2008, Alex Cantero e Eugenio Tito Muñoz foram condenados à prisão perpétua.