Na madrugada de sábado, 2 de março de 2002, a senadora liberal Martha Catalina Daniels Guzmán deixou sua casa situada no norte de Bogotá, na companhia de uma amiga, Ana María Medina de Rodríguez, e de seu motorista, Carlos Germán Lozano.

Horas mais tarde, vários camponeses encontraram os três cadáveres no fundo de um barranco do município de Zipacón, na Cundinamarca, um lugar que ganhou fama por ser o local de “desova” de corpos da guerra dos cartéis de drogas.

Durante a investigação, descobriu-se que a ex-senadora Daniels e sua irmã mais velha, Sandra Sánchez Daniels, atuavam como intermediárias na libertação de dois políticos sequestrados pelas FARC. A polícia encontrou uma carta em que Martha explica à filha mais velha, Liliana, que vinha recebendo ameaças, condenando as relações escusas de Sandra com um comandante da guerrilha.

Os investigadores conseguem determinar que Pedro López, um dos suspeitos, havia se comunicado várias vezes com Sandra no dia do assassinato, e encontra outras provas que incriminam Sandra.

Em março de 2007, o Tribunal Superior da Cundinamarca condenou Sandra Daniels a 38 anos de prisão pelo assassinato da irmã.