Exploradores geralmente não têm muito tempo livre, mas conseguimos alguns minutos com Josh Bernstein para uma entrevista rápida.1) Qual é o seu episódio preferido da série? Por quê?
É muito difícil escolher um episódio favorito. Como sempre digo, é como pedir para um pai escolher seu filho preferido. Parte do meu trabalho é me apaixonar pelo mistério, pessoas, lugares e histórias que vou explorar. Então apesar de algumas aventuras serem mais complicadas do que outras, cada uma tem algo a oferecer. Mas pensando nestes primeiros oito episódios, fiquei especialmente admirado por ter ido ao Timbuktu, em Mali, por se tratar de um lugar que eu jamais iria por conta própria. O mesmo aconteceu na vila remota de Koke, na Papua-Nova Guiné. Ambos os lugares me presentearam com culturas que jamais imaginava existir: os Tuaregs de Timbuktu e os Angas (conhecidos como Kukukuku) de Papua-Nova Guiné.
2) Você disse que divide seu tempo entre Manhattan e um “ger” no sul de Utah. O que é um “ger” exatamente?
O “ger” é uma tenda redonda feita de lona criada pelos povos nômades da Mongólia – daí o nome “ger”. É uma tenda arredondada com uma espécie de cruz no meio e um teto em cone levemente inclinado. Eles são interessantes aqui nos Estados Unidos, por serem relativamente baratos, fáceis de montar e suportarem todo tipo de clima. Eu adoro o meu “ger” e acho que vou mantê-lo para sempre, até quando tiver construído minha casa permanente.
3) Você gosta tanto de chapéu que até dá nomes a seus preferidos. O que aconteceu com os chapéus Henrique I a Henrique IV? E por que você deu o nome de Henrique a todos eles?
Eu adoro chapéu – na minha opinião, é o acessório mais elegante que uma pessoa pode usar. Há muitas opções de material, cor, formato, tamanho, etc., que possibilitam mostrar algum detalhe de sua personalidade. É só pensar na diferença entre um chapéu de feltro, uma boina e um chapéu de caubói. É enorme. Enfim, faz tempo que perdi meu primeiro chapéu (um Akubra, Henrique I). Não lembro bem, mas acho que foi na escola ou no primeiro ano de faculdade. Perdi o Henrique III durante a filmagem em Teotihuacán, no México, em 2005. Os outros (Henrique II, IV, V e VI) estão no meu apartamento em Nova York, esperando pacientemente a nova aventura que os aguarda. Quanto ao nome Henrique, tive uma namorada na faculdade que dava nomes para seus carros usando aliterações: Jimmy, o Jipe; Peter, o Pathfinder, etc. Quando resolvi dar nomes, sabia que deveria começar com “H” (chapéu, em inglês, é “hat”). Assim, “Henrique” seria uma boa opção por causa dos reis da Inglaterra: Henrique I, Henrique II, Henrique III... soa bem. (Aliás, eu geralmente não dou nome para objetos, mas os chapéus são tão importantes nas minhas aventuras que senti que eles mereciam um nome próprio, assim como as pessoas da minha equipe.)
4) Se você pudesse viajar no tempo para explorar outras épocas, quais seriam?
Há MUITOS lugares e épocas que adoraria ter vivido. Estes são apenas alguns: 2570 a.C., Egito – para ver como a Grande Pirâmide de Queóps foi construída 1350 a.C., Egito – para conhecer Akhenaton e Nefertiti – e quem sabe Moisés 32 d.C., Israel – para viajar com Josué, filho de José, e ouvir suas doutrinas pessoalmente 1480 d.C., Itália – para ver Leonardo DaVinci fazer qualquer coisa: pintar, esculpir, escrever, andar… 1785 d.C., Áustria – a mesma coisa para Mozart. Mas não sei se gostaria de viver eternamente em outra época. Acho que preferiria fazer essas viagens aos finais de semana e depois voltar para meus amigos e família. Se tivesse de escolher uma, porém, penso que seria a Alta Renascença, em Roma (1450-1527 d.C.), para passar cada dia aprendendo com DaVinci, Michelangelo e Rafael.
5) Há algum momento inesquecível ou engraçado das gravações que você gostaria de contar?
Claro, houve vários momentos memoráveis nesta primeira temporada. Felizmente, alguns foram gravados, e podemos dividi-los com o público no site do Discovery. Por exemplo, tive dificuldade com alguns galos no Peru. Toda vez que eu ia começar a falar, eles cantavam. Foi surreal. Mas, no fim, conseguimos gravar. Quanto a acidentes, uma especialista quebrou o punho enquanto andava a cavalo no Peru (no mesmo episódio) e outro sofreu uma queda e quebrou dois ligamentos do joelho. Por causa dos galos e dos acidentes, começamos a pensar que havia uma maldição das múmias peruanas. Mas, fora isso, conseguimos explorar várias histórias sem grandes acidentes (bate na madeira). Preferimos deixar a ação e aventura para a câmera, não os bastidores.
6) Durante as filmagens, qual dos lugares você mais gostou de conhecer?
A “Sala Limpa”, nos Laboratórios de Jato-Propulsão em Pasadena, na Califórnia. É onde os engenheiros e técnicos da NASA e dos laboratórios estão montando a próxima nave que irá a Marte. O acesso à sala é muito restrito, levamos meses para conseguir a liberação. Ainda assim, eu fui o único da equipe que pôde entrar nela. O restante teve de ficar numa plataforma de observação enquanto eu passava por um processo de remoção de contaminantes. Felizmente, consegui esterilizar minha máquina fotográfica, então foi possível fazer algumas cenas do interior da sala. Mas eu adoro ter acesso a locais super restritos. É legal para mim e para o programa.
7) Quando tem folga, qual seu lugar preferido para viajar? Por quê?
Há vários lugares para os quais gosto de viajar. Para relaxar, por exemplo, gosto das regiões desérticas no oeste americano, como Utah e Arizona. Para aproveitar um solzinho, prefiro fazer mergulho em Yucatán, nas Bahamas ou nas Turcas e Caicos. Quando quero agitação, como mergulho avançado ou escalada, geralmente seleciono um lugar específico no mapa e vou. Mas, mais freqüentemente, tenho ido a lugares com clima quente para me concentrar.
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