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Massacre em Madri - Linha do Tempo

 (DNI)

QUINTA, 11 DE MARÇO DE 2004

7:00 horas: O porteiro de um edifício próximo à estação ferroviária de Alcalá de Henares nota três homens parados junto a um furgão branco estacionado. Apesar da agradável temperatura primaveril, eles vestem gorros de lã e cachecóis.

7:01: O trem 21431 parte de Alcalá de Henares com destino à Estação de Atocha em Madri. Todos os trens atacados tem seis vagões e percorrem a mesma rota.

7:04: Parte desta mesma estação o trem 17305.

7:10: O trem 21435 parte de Alcalá de Henares.

7:14: O trem 21713 desta mesma estação.

7:36: O inferno se abate sobre Madrid. A primeira bomba explode no trem 21431, na via 2 da Estação de Atocha. Um minuto depois, explodem outros dois artefatos na mesma composição.

7.38: Duas bombas explodem no trem 21435 na estação El Pozo del Tío Raimundo.

7:38: Uma bomba explode no trem 21713, na estação de Santa Eugenia.

7:39: Explodem quatro bombas no trem 17305, que se encontra a 500 metros da Estação de Atocha, na altura da rua Téllez. No local, foi montado um hospital de campanha para atender aos feridos.

7:40 em diante: Começa uma operação improvisada de busca e resgate das vítimas e sobreviventes. Socorristas profissionais e voluntários procuram e resgatam pessoas feridas, mutiladas. Elas são levadas para os hospitais da região, que entram em colapso. As equipes de resgate também retiram dos escombros e transportam os cadáveres das vítimas fatais até os necrotérios, também despreparados para a tragédia. As fotos do massacre correm o mundo, muitas delas enviadas por telefones celulares.

10:30 O porteiro avisa a polícia sobre o furgão branco estacionado perto da Estação de Alcalá de Henares. É a primeira pista concreta. Uma primeira inspeção policial não encontrada nada suspeito.

12:00: O dirigente Arnaldo Otegui, do braço político do ETA, nega a participação do grupo separatista basco nos atentados.

12:30: O Ministro do Interior, Angel Acebes, atribui ao ETA a culpa pelos atentados.

13:45: O líder socialista da oposição, José Luis Rodríguez Zapatero, condena os atentados, sem culpar nenhum grupo.

14:40: O presidente do governo espanhol, José María Aznar, condena os atentados.

14:20: O furgão suspeito é rebocado para novas inspeções até um quartel policial, onde chega por volta das

15:30 horas.

17:00: A polícia descobre detonadores dentro do furgão. Também há uma fita de áudio em árabe com versículos do Alcorão.

18:40: Por unanimidade e sem nenhum debate, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprova a Resolução 1530, apresentada pela Espanha e pela França, condenando os atentados.

19:00: O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, condena os ataques. O mesmo fazem outros dirigentes mundiais, como o presidente norte-americano George W. Bush, e o presidente francês, Jacques Chicac.

20:00: O Ministro do Interior, Angel Acebes, anuncia a descoberta do furgão.

20:40 O rei Juan Carlos condena publicamente os ataques e pede aos espanhóis “unidade, firmeza e serenidade".

21:30: Em Londres, o jornal em língua árabe “Al-Quds Al-Arabi” recebe um comunicado, afirmando que as chamadas “Brigadas de Abu Hafs Al Masri”, seguidoras da rede terrorista Al-Qaeda, reivindicam os atentados perpetrados na capital espanhola.

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