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Massacre em Madri - As condenações

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AS CONDENAÇÕES

Um dos condenados foi o marroquino Jamal Zougam, dono de um negócio de ligações telefônicas e acesso à Internet que forneceu os chips pré-pagos dos celulares usados para detonar as bombas. Ele declarou inocência e alegou que, na manhã dos atentados, havia dormido até tarde. No entanto, ele foi reconhecido por alguns sobreviventes, que o viram em um trem, e foi condenado a 42.922 anos de prisão.

Outro marroquino, Otman Gnaoui, o braço direito do líder do grupo (morto na explosão do apartamento), também recebeu uma pena de 42.922 anos.

Já o ex-mineiro espanhol Emilio Suárez Trashorras recebeu uma sentença de 34.715 anos de prisão. Ele havia roubado 200 quilos de explosivos da empresa mineradora em que trabalhava, e os entregou ao grupo de terroristas.

Já Hassan el Haski, Youssef Belhadj, Abdulmajid Bouchar, Hamid Ahmidan, Nasreddine Busbaa, Fouad el Morabit Amghar, Mohamed Larbi Ben Sellam, Mahmoud Slimane Aoun, Rachid Aglif, Mohamed Bouharrat, Antonio Ivan Reis, Saed el Harrak, Sergio Alvarez, Antonio Toro e Rafa Zouhier foram absolvidos das acusações mais graves, mas condenados pelas menores, como pertencer ou colaborar com um grupo terrorista. Eles receberam penas que variavam entre 2 e 18 anos de prisão.

O processo suscitou muita polêmica, e muitos questionaram se houve falha da justiça ao absolver um dos acusados mais célebres: Rabei Osman El Sayed, ou "Mohamed, o Egípcio".

Os investigadores afirmaram possuir gravações telefônicas em que "Mohamed, o Egípcio", que no momento do julgamento estava preso na Itália, se gabava de ter planejado os atentados. No entanto, os juízes desconsideraram tais evidências.

Também foram absolvidos: Carmen Toro, Emilio Llano, Mohamed Moussaten, Ibrahim Moussaten, Raúl González, Javier González Díaz, Iván Granados, Basel Ghalyoun, Mouhannad Almallah e Abdelilah el Fadoual el Akil.

Apesar de Jamal Zougam, Otman Gnaoui e Emilio Suárez terem sido condenados a milhares de anos de prisão, estas longas sentenças são meramente simbólicas, pois a lei espanhola estabelece que nenhum condenado pode permanecer preso por mais de 40 anos. Na Espanha, como na maioria dos países europeus, não existe a pena de morte.

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