CÓSE SÃO MEDIDOS?
A medição dos terremotos merece um capítulo à parte. Há duas escalas muito famosas, a de Ritcher e a de Mercalli. Ambas têm poucas similaridades.
A escala de Ritcher, desenvolvida em 1935, indica a quantidade de energia liberada. Não cresce de forma linear: um grau a mais pode significar uma liberação de energia quinze vezes maior que a anterior, por exemplo. Tampouco é uma escala “fechada”, já que não há um limite estabelecido. Pode ocorrer um terremoto que exceda o ponto máximo da escala, gerando um novo nível.
Apesar de sua utilidade, a escala de Ritcher foi substituída por outra muito mais precisa, denominada Magnitude Momento. Seus critérios de medição não são os mesmos, mas coincidem em boa parte com os da escala de Ritcher.
Um enfoque muito diferente é o da escala criada pelo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, e que foi modificada por outros sismólogos em 1931. Ela não se baseia nos registros sismográficos, mas nos efeitos do terremoto: danos às estruturas e sensações percebidas pelas pessoas.
É formada por doze níveis, expressos em números romanos, que vão desde o nível I, “tremor sentido por poucas pessoas”, até o nível XII, que implica na “destruição total, ondas visíveis sobre o terreno, objetos lançados no ar e perturbação no nível dos rios, lagos e mares”.
É admirável a precisão e o dramatismo com que alguns graus da escala descrevem o fenômeno. O grau VIII, por exemplo, determina: “Danos leves em estruturas bem projetadas; consideráveis em edifícios comuns, com desabamento parcial; grandes em estruturas debilmente construídas. As paredes saem do vigamento. Desmoronam chaminés, colunas, monumentos, muros e as pilhas dos produtos nos depósitos das fábricas. Os móveis pesados tombam. Areia e lodo são projetados em pequenas quantidades. Há alteração no nível de água dos poços. E as pessoas perdem o controle ao dirigir veículos motorizados”.
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