As construções icônicas do Egito estão entre as mais antigas do mundo e, ainda assim, eram tecnicamente superiores a diversas estruturas mais recentes. Ainda não entendemos completamente como ou por que estas grandes estruturas religiosas eram construídas, mas sempre apreciaremos a sua beleza.
Mastaba
A palavra “mastaba” significa banco em árabe. Seu nome foi dado pelos primeiros escavadores, que acharam que estas estruturas se pareciam com os bancos locais. Feitas de tijolos de lama ou pedra, as mastabas recobriam câmaras funerárias tão profundas que só eram alcançadas escavando-se poços.
As pirâmides se desenvolveram a partir das mastabas e, segundo a teoria, a primeira pirâmide de degraus de Djoser em Saggara era originalmente uma mastaba, com placas quadradas menores ao seu redor.
Há milhares de mastabas em todo o Egito, muitas delas ricamente decoradas com pinturas. Diferentemente das pinturas encontradas nas pirâmides, que só retratavam a vida da corte, estas pinturas são uma grande fonte de informação sobre o cotidiano do povo egípcio.
A pedra Benben e obeliscos
Alguns estudiosos acreditam que a cônica pedra benben representava o primeiro monte de terra e marcava o ponto onde os primeiros raios de sol incidiam sobre Rá. A forma cônica marcava o caminho do faraó para o paraíso, ascendendo com os raios do sol. Outros acreditam que a pedra era na verdade um meteorito de ferro e representava a semente do deus mais antigo, Aton, que criou o planeta se masturbando: a palavra “benben” significa “copular”. A tampa em forma de pirâmide em um obelisco poderia representar o divino órgão sexual de Aton e sua semente.
Pirâmides
O complexo de pirâmides de Gizé é o mais famoso do mundo. A pirâmide maior foi construída por Quéops (Khufu), filho de Sneferu, em 2540 a.C. As duas pirâmides menores eram para o filho de Quéops, Quéfrem (ou Khafre) e seu neto, Miquerinos (Menkaure). As três pirâmides são as maiores estruturas remanescentes do Antigo Reino.
Arquitetonicamente, as pirâmides se dividem em dois tipos: a pirâmide de degraus e a pirâmide verdadeira. As primeiras pirâmides de degraus, como o complexo Djoser da 3ª Dinastia, construída pelo mestre arquiteto Imhotep em Saggara, evoluiu de tumbas mastabas. No começo da 4ª Dinastia, elas foram aplainadas: a Pirâmide Vermelha em Dahshur é a primeira pirâmide verdadeira. Elas também cresceram em proporções colossais e evoluíram para se tornar complexos funerários completos. Os maiores e melhores exemplos são a as Pirâmides de Gizé, construídas por Khufu na 4ª Dinastia.
Tipos de templos
Os templos que os egiptológos chamam de “mansões de Deus” são os que mais se aproximam da nossa definição de lugar de adoração. Estes incluem grandes templos para uma única divindade ou para várias divindades, assim como os templos mortuários, dedicados ao rei morto (considerados deuses). Nestes templos, grandes exércitos de pessoas com diferentes funções adoravam e cuidavam dos deuses. Mas, ao contrário dos outros templos, eles eram complexos particulares, sem comunicação entre os deuses e o público.
Complexos de templos
As áreas públicas exteriores do complexo abrigavam lagos sagrados, clínicas, cozinhas, padarias, celeiros e a “Casa da Vida” – o templo da universidade, biblioteca e escritório. Um cais de desembarque e grandes calçadas, com fileiras de esfinges e outras estátuas enormes, levavam às paredes do templo e a enormes portões.
Em seguida vinham as cortes, abertas para sacerdotes e às vezes para o público, e depois os corredores interiores, abertos apenas para sacerdotes purificados. Aqui se erguia o impressionante Hypostyle Hall, com suas grandes colunas. Finalmente, chegava-se ao santuário interior, ao qual apenas o faraó e sacerdotes da elite tinham acesso. Este contava com paredes de oferendas, uma capela para o barco que carregava a estátua do deus e, o próprio santuário sagrado, lar da estátua do deus.
Esfinges
A esfinge mais famosa é a Grande Esfinge de Gizé, uma estátua magnífica esculpida em pedra natural. Acredita-se que sua cabeça seja do faraó Kafra, da 4ª Dinastia, e que tenha 4.500 anos, apesar de alguns estudiosos acreditarem que ela seja ainda mais antiga.
Com 57 metros de comprimento, 6 metros de largura e 20 de altura, a Grande Esfinge é a maior estátua de pedra do mundo. Mas não foi a única esfinge de seu tempo. Fileiras delas eram colocadas nas calçadas dos templos. Há mais de 90 esfinges com cabeça de carneiro enfileiradas ao longo de três quilômetros no complexo de templos em Karnak em Luxor. Ninguém sabe como os egípcios chamavam estas criaturas, já que o nome “esfinge” foi inspirado em uma mítica criatura grega com corpo de leão e cabeça de mulher.
DADO CURIOSO: O “enigma da Esfinge” não se refere à Grande Esfinge do Egito, mas à lenda grega.
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