O nascer e o por-do-sol, a jornada da vida para a morte e o além, a natureza e a mudança das estações são todos aspectos da vida que os egípcios tentaram explicar por meio da mitologia. Das plantas e animais aos planetas, tudo tinha a sua história...
Criação
Aton estava completamente sozinho e se acasalou com a sua própria sombra. Ele deu à luz um filho, Shu, e vomitou uma filha, Tefnut. Shu representava o ar e Tefnut, a Chuva. Aton separou-se de seus filhos por um longo tempo e quando finalmente os reencontrou, ele chorou de alegria. Suas lágrimas caíram no chão e se transformaram em homens, iniciando a criação do mundo. Shu e Tefnut tiveram dois filhos – Geb, o deus da terra, e Nut, deusa do céu. Eles, por sua vez, tiveram quatro filhos: Ísis, Seth, Nephthys e Osíris, o primeiro rei.
A morte de Osíris
O irmão de Osíris, Seth, invejava seu poder e popularidade e o matou, atraindo Osíris para um esquife, que foi selado com chumbo. Seth deixou o esquife à deriva no Nilo. Ele foi levado até o Líbano, onde uma árvore imponente cresceu à sua volta, até que um rei a derrubou e a colocou em seu palácio.
A esposa de Osíris, Ísis, não descansou até enterrar seu marido apropriadamente. Ela conseguiu localizar o esquife e voltou para o Egito. Furioso, Seth esquartejou o corpo e espalhou os pedaços por todo o Egito. Mas Ísis os encontrou e fez cópias de cera de todos eles para que fossem adorados em um templo. Anúbis a ajudou a preservar o corpo de Osíris com faixas de linho, trazendo Osíris de volta à vida. Ele então passou a governar o submundo.
Destruição da humanidade
Sekhmet deleitou-se em um massacre que destruiu tanto o Alto quanto o Baixo Egito, até que o Nilo se tingisse de vermelho com o sangue dos homens. Rá teve pena, mas até mesmo ele não era capaz de deter a vingativa Sekhmet.
Ele então ordenou que seus mensageiros fossem à ilha de Elephantine para trazer ocre vermelho, que deveria ser misturado com cerveja e derramado nos campos onde Skhmet planejava seu próximo massacre.
Quando Sekhmet viu os campos vermelhos, ela pensou que seu massacre havia acabado. Ela então gargalhou de alegria e bebeu o “sangue” até ficar completamente intoxicada. Rá mudou seu nome para Hathor e a partir daí, ela só podia abater homens com o poder do amor.
DADO CURIOSO: O festival anual de cerveja de Heliopolis celebrava o resgate da humanidade do massacre de Sekhmet.
Plantas, árvores e flores
Uma das plantas mais reverenciada pelos egípcios é o papiro (mehyt) – um símbolo da vida e das terras alagadas de onde ela surgiu. Acreditava-se que pilares de papiro sustentavam o céu. Ele também era o símbolo do Baixo Egito.
Importância similar tinha a flor seshen (lótus), que se fecha à noite e afunda sob as águas. Por esta razão, ela se transformou no símbolo do Sol e da criação. Como um símbolo de renascimento e do Alto Egito, era associada à Osíris e ao culto dos funerais.
As árvores mais respeitadas eram o sicômoro, que se estendia até os portões do paraíso, e o salgueiro, a árvore que cresceu ao redor do esquife de Osíris.
Brasil (em Português)