Poucas civilizações foram tão impregnadas de religião como o Egito Antigo. Por isso, não é nenhuma surpresa que os sacerdotes tenham sido quase tão poderosos e reverenciados como os próprios reis. Eram nada menos do que mensageiros dos deuses na Terra.
O papel dos sacerdotes
Diferentemente dos padres modernos, os sacerdotes egípcios não se misturavam com o povo ou interferiam em suas vidas – os templos nem eram abertos ao público. Seu papel era servir aos deuses, realizando rituais diários nos templos para acordá-los ou enviá-los para o seu descanso. Eles se vestiam de branco, tinham a cabeça raspada e deviam se manter limpos constantemente. Também desempenhavam o papel de administradores do Estado – a fonte de seu poder. Em troca, recebiam uma ração diária de comida (os deuses comiam as “oferendas” apenas metaforicamente).
O sacerdócio era apenas um emprego de meio-expediente e eles trabalhavam um mês a cada três meses. Eram bem educados e, em seu tempo livre, dedicavam-se a outras profissões, como medicina e direito.
O papel da mulher nos templos
Nos Reinos do Meio e Antigo, muitas mulheres ocuparam o posto de sacerdotisa – principalmente nos templos das deusas Hathor e Neith. Nenhuma delas, porém, chegou aos maiores postos do sacerdócio e, no Novo Reino, as sacerdotisas já haviam desaparecido completamente. As mulheres também eram impedidas de assumir cargos administrativos nos templos.
Mas ainda havia espaço para as mulheres nos templos, desde que atuassem como musicistas, dançarinas, e “seladoras de portas”. As artistas cantavam hinos e tocavam um instrumento chamado sistrum. Enquanto os músicos vinham das classes mais baixas, as mulheres faziam parte da elite social e muitas trabalhavam como voluntárias.
DADO CURIOSO: Tanto homens como mulheres recebiam os mesmos salários como sacerdotes no Egito Antigo.
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